Discurso
do Ministro Luiz Marinho na solenidade comemorativa dos 85 anos
da Previdência Social no Palácio do Planalto
Senhoras
e Senhores,
Hoje,
“Dia do Aposentado”, uma data simbólica para
todos nós, comemoramos também o aniversário
de criação da previdência pública
brasileira.
É
um bom momento para recordarmos os avanços obtidos ao
longo dessas oito décadas - é, também,
um momento de reflexão sobre os desafios que nos aguardam.
Há
85 anos, a Lei Eloi Chaves instituiu a Caixa de Aposentadorias
e Pensões para os trabalhadores ferroviários.
Desde então, a Previdência Social iniciou uma trajetória
de aumento da cobertura, garantindo benefícios previdenciários
para todas as categorias profissionais.
A
Constituição Cidadã de 1988 criou o conceito
de seguridade social, reunindo as áreas da Saúde,
Assistência e Previdência Social. Começava
a ser formada a grande rede de proteção social,
que hoje beneficia diretamente mais de 70 milhões de
trabalhadores brasileiros.
Ainda
temos muito a fazer, mas já podemos dizer sem receio
que o Brasil pode se orgulhar da sua previdência pública.
Do
ponto de vista social, um sistema previdenciário costuma
ser medido pelo cumprimento de alguns objetivos, entre eles:
- Oferecer
cobertura às pessoas em condição de vulnerabilidade;
-
Evitar e reduzir a pobreza entre a população
idosa;
-
Repor a renda dos seus contribuintes quando não mais
puderem participar da produção das riquezas
do País.
O
Brasil está entre os países que dão maior
proteção social aos idosos e a Previdência
tem papel de destaque, dado que os benefícios previdenciários
tiram milhões de pessoas da pobreza todos os anos. Mais
de 80% dos nossos idosos recebem algum benefício previdenciário.
Se
não fosse a Previdência Social, em 2006, por exemplo,
mais 22 milhões de pessoas estariam abaixo da linha da
pobreza. Somente em 2006, a Previdência tirou mais 900
mil pessoas da linha da pobreza.
No
curto prazo, a Previdência Social está sob controle.
Acabamos de divulgar o balanço do ano passado e não
fosse a antecipação de R$ 2,7 bilhões dos
pagamentos de janeiro de 2008 para dezembro de 2007, o déficit
seria de R$ 44,3 bilhões. Em termos percentuais, 1,62%
do PIB, esse resultado seria menor do que os registrados nos
últimos quatro anos.
Temos
o direito de comemorar os resultados conquistados ao longo dos
últimos 85 anos, mas é preciso ficar alerta.
O
gestor público tem a obrigação de fazer
uma administração cada vez mais eficiente. Tem
também a responsabilidade de trabalhar pela saúde
do sistema para que as gerações futuras, nossos
filhos e netos, também tenham acesso a um sistema previdenciário
sustentável.
É
importante lembrar que embora tenhamos atingido alta cobertura
entre os idosos, entre a população ativa ainda
resta um longo caminho para universalizar de fato aquilo que
já é obrigação e direito de cada
brasileiro.
Estamos
trabalhando com determinação para fortalecer a
credibilidade e aumentar a atratividade da previdência
pública.
Hoje,
o cenário do Brasil é um dos mais favoráveis
das últimas décadas. Com o ciclo de crescimento
econômico registrado nos últimos anos, podemos
afirmar, com certeza, que vamos expandir a cobertura muito antes
do que imaginávamos.
Paralelamente
à ampliação da cobertura, nós da
Previdência Social, temos a missão de fazer uma
gestão eficiente. Nosso compromisso é com o povo
brasileiro. Temos a obrigação de garantir um atendimento
digno, rápido e de qualidade.
As
ações em andamento indicam que estamos no caminho
certo. Trabalhamos para aprimorar o atendimento nas agências,
com a qualificação permanente dos servidores e
altos investimentos em tecnologia.
Os
benefícios dos quem têm direito devem ser concedidos
imediatamente. Por outro lado, aqueles que fraudam ou tentam
fraudar a previdência devem ser punidos com rigor.
Os
desafios a serem superados são muitos, mas nos últimos
anos e, principalmente na gestão do presidente Lula,
iniciamos um processo rumo à sustentabilidade da Previdência
Social.
Estamos
construindo bases sólidas para a previdência do
futuro.
E,
para encerrar, gostaria de pedir a todos os servidores da Previdência
Social, do Ministério da Cultura, de todos os órgãos
envolvidos e, especialmente, aos aposentados e pensionistas,
muito empenho para o sucesso do Termo de Cooperação
Técnica que o ministro Gil e eu assinamos hoje.
O
Programa de Voluntariado em Museus é mais uma ação
do Governo Federal para a valorização do idoso
e do patrimônio histórico e cultural do País.
Não
posso deixar de registrar, que com a importante parceria do
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional, vamos também preservar a memória previdenciária.
Juntos, vamos reativar o museu da Previdência Social.
E não esqueçam, temos eventos marcados ao longo
de todo este ano em comemoração aos 85 anos da
nossa previdência.
Muito
obrigado!
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