FORÇA-TAREFA

Operação em Pernambuco descobre fraude em benefícios rurais

Publicado: 30/05/2019 12:36
Última modificação: 30/05/2019 12:36
A organização criminosa manipulava agendamentos no INSS e utilizava documentos falsos para obter auxílio-doença, aposentadorias e pensão por morte

A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, nesta quinta-feira (30), a operação Hodie, com o objetivo de combater fraudes na concessão de auxílio-doença, aposentadorias por invalidez e por idade, e pensão por morte para segurado especial em Pernambuco. Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades pernambucanas de Palmares e Água Preta.

As investigações identificaram irregularidades na concessão dos benefícios, como a manipulação de agendamento, declarações falsas atestando indevidamente a qualidade de trabalhador rural e informações falsas simulando a qualidade de dependente para os benefícios de pensão por morte. O trabalho contou com a colaboração do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A organização criminosa foi descoberta no início de 2015, a partir de denúncias analisadas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Com a instauração de inquérito policial para apuração de um benefício específico, o andamento da investigação constatou mais benefícios fraudulentos, chegando a uma amostragem de 98 benefícios.

Estima-se um prejuízo aproximado de R$ 5,6 milhões com o pagamento dos benefícios obtidos de forma fraudulenta. Contudo, levando-se em consideração a expectativa de sobrevida da população brasileira, segundo o IBGE, o valor do prejuízo evitado, decorrente da desarticulação do esquema criminoso, é de pelo menos R$ 8,8 milhões em valores que seriam futuramente pagos aos supostos beneficiários.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, peculato e inserção de dados falsos no sistema, além de outros crimes a serem revelados com a conclusão das investigações. As penas máximas somadas podem chegar a 35 anos de reclusão.

A operação contou com a participação de 15 policiais federais e dois servidores da CGINT. Recebeu o nome de Hodie, em alusão à palavra em latim que significa “hoje”.

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