INCLUSÃO: Estudo mostra avanços na inserção das mulheres no mercado de trabalho

Publicado: 08/03/2018 09:02
Última modificação: 07/03/2018 17:56

Apesar de desfavorável, a situação da mulher brasileira no mercado de trabalho ainda é muito melhor se comparada a outros países da América Latina

Da Redação (Brasília) – Estudo elaborado pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda mostra que houve um grande avanço nos indicadores, ao longo do tempo, com uma maior inclusão da mulher no mercado de trabalho. Intitulado “Políticas de proteção e inclusão de gênero”, os dados tiveram como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE) de 2015.

“Embora a situação da mulher brasileira no mercado de trabalho ainda seja desfavorável quando comparada à dos homens, essa é uma realidade em todo o mundo, mas os dados do Brasil ainda são melhores do que de muitos países da América Latina, tanto em relação a mercado de trabalho quanto a políticas de conciliação da vida familiar e laboral”, explica a analista técnica de Políticas Sociais da Secretaria de Previdência, Avelina Alves, responsável pelo estudo sobre a situação da mulher no mercado de trabalho.

A analista cita como exemplo a licença-maternidade. Enquanto no Brasil esse benefício tem duração de 120 dias, podendo ainda ser estendido para 180 dias, por meio do “Programa Empresa Cidadã”, a maioria dos países iberoamericanos têm um tempo máximo de 90 dias.

Os números revelam ainda que a população feminina ocupada trabalha, principalmente, nas áreas de educação, saúde, serviços sociais e, majoritariamente, no trabalho doméstico. Já os homens são maioria na construção e em atividades industriais. Eles também são maioria nos cargos de chefia, gerência e direção.

Alguns dos desafios que ainda precisam ser enfrentados pela mulher brasileira também são apresentados pelo levantamento da Secretaria de Previdência. A quantidade de homens ainda é ligeiramente maior que a de mulheres dentro da população ocupada. Os homens também são maioria no mercado de trabalho formal e, apesar de serem mais qualificadas, mulheres ganham, em média, 72% do salário dos homens, mesmo exercendo a mesma função que eles.

Além disso, mulheres também têm uma jornada de trabalho maior que a dos homens. Enquanto elas trabalham cerca de 55 horas por semana, eles trabalham 50 horas. Isso se deve ao fato de as mulheres terem o dobro da jornada de horas dedicadas ao trabalho doméstico em relação aos homens: enquanto eles dedicam, em média, 10 horas semanais nos afazeres domésticos, mulheres gastam 20,5 horas nessas atividades.

“Hoje, como exemplos de boas práticas, temos o Plano Nacional de Políticas para a Mulher, o Observatório Brasil de Igualdade de Gênero e o Comitê de Gênero da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), dentre outras tantas. Então, apesar dos desafios que ainda temos, o Brasil já avançou bastante no campo de políticas afirmativas de equidade de gênero”, afirmou Avelina Alves.

O estudo “Políticas de proteção e inclusão de gênero” foi apresentado durante um curso sobre Planos de igualdade e oportunidades entre homens e mulheres nas instituições de Seguridade Social na Iberoamérica, promovido pela Organização Iberoamericana de Seguridade Social (OISS), no Uruguai.

Previdência – O número de mulheres que contribuem para a Previdência Social costuma ser menor do que o dos homens. No entanto, o número de beneficiárias é bem maior. Em dezembro de 2016, eram 17,6 milhões de mulheres contra 13,9 milhões de homens. Elas também são maioria na emissão de aposentadorias rurais e pensões por morte.

 

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Talita Lorena

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