FORÇA TAREFA: Segunda fase da Operação Cardiopatas é deflagrada no Rio de Janeiro

Publicado: 12/01/2018 12:27
Última modificação: 12/01/2018 12:27

Operação foi um desdobramento de ação realizada em dezembro de 2017

 

Da Redação (Brasília) – A Força Tarefa Previdenciária no Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta sexta-feira (12), a segunda fase da Operação Cardiopatas. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão no município de Campos dos Goytacazes.

A operação apura a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudar a Previdência, com envolvimento de médicos e servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ainda não há informações sobre o prejuízo dessa segunda fase.

De acordo com Marcelo Henrique de Ávila, chefe da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (COINP) da Secretaria de Previdência, “o resultado de hoje demonstra mais uma vez a importância da integração entre as instituições para uma maior efetividade no combate ao crime”. E acrescenta: “após a deflagração da primeira fase, a equipe da Inteligência Previdenciária atuou de imediato na análise do material apreendido para que a autoridade policial pudesse, em apenas uma semana, elaborar o relatório sobre os achados da investigação”.

Assim, após um mês, a segunda fase foi deflagrada, resultando na prisão preventiva de dois envolvidos na fraude. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e corrupção ativa.

Operação cardiopatas – A primeira fase foi deflagrada em dezembro do ano passado e contou com a participação de 120 policiais federais e dois servidores da inteligência previdenciária. Na ocasião, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária, 15 de busca e apreensão e 20 de condução coercitiva, nos municípios de Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Italva e Casimiro de Abreu.

Entre os investigados estavam técnicos do seguro social, médicos peritos, médicos particulares, agenciadores de benefícios e clientes da organização criminosa.

No curso da investigação foram comprovadas fraudes em 67 benefícios por incapacidade, entre auxílios-doença e aposentadoria por invalidez, gerando um prejuízo apurado de pelo menos R$11.385.441,76  à Previdência.

Combate às fraudes – A Força Tarefa Previdenciária é integrada pela Secretaria de Previdência, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, e atua no combate a crimes contra o sistema previdenciário. Na Secretaria de Previdência, a COINP  é a área responsável por identificar e analisar distorções que envolvem indícios de fraudes estruturadas contra a Previdência.

Além dos órgãos integrantes da Força Tarefa, a COINP conta com a parceria do TCU, CGU e AGU, além do apoio do INSS, na cessão de servidores para composição dos grupos de trabalhos e no repasse de informações essenciais à descoberta de fraudes estruturadas nos sistemas previdenciários.

 

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