SEMINÁRIO: Contexto internacional foi tema do segundo dia de debates sobre Previdência Complementar

Publicado: 28/11/2017 18:57
Última modificação: 28/11/2017 18:57

Evento teve como objetivo estimular a reflexão sobre o futuro do Regime de Previdência Complementar fechada

Da Redação (Brasília) – O contexto internacional de países que possuem o regime de previdência complementar e as estratégias para pensar novas maneiras de investimento e de segmentação de públicos foram os principais assuntos debatidos no segundo dia do Seminário Internacional de Previdência Complementar – Uma Visão de Futuro. O evento discutiu o futuro da Previdência Complementar durante os dias 27 e 28 em Brasília.

Para os especialistas presentes, esses são os pilares para a evolução da previdência complementar no país. Segundo Hélio Zylberstajn – economista, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP) e pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) – o setor deve promover a poupança de longo prazo e melhores investimentos.

Já o representante da empresa de consultoria Willis Towers Watson, Felinto Sernache, defendeu não só um ambiente melhor de investimentos, mas uma política voltada aos interesses do público mais jovem. “Pesquisas mostram que os jovens que nasceram entre 1980 e 2000 são guiados por um novo sistema de valores. Os fundos de pensão têm que se adequar a esse público que corresponde hoje a 45% do mercado de trabalho na América Latina”. Sernache acrescenta que esses jovens esperam simplificação na tomada de decisões e flexibilidade nos planos de benefícios.

Com um discurso mais técnico, o professor da Unicamp, Geraldo Biasotto Júnior, enfatizou a reorganização do padrão de rentabilidade das aplicações feitas pelos fundos de pensão. “O Estado tem um papel fundamental na organização das poupanças”, se referindo ao modo como o Estado pode ajudar indiretamente no rendimento dos fundos de pensão, com investimentos em infraestrutura e empregabilidade.

Na mesma linha de Biasotto, Túlio Cravo – representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – também enfatizou a importância da infraestrutura para os fundos de pensão. “Ter uma infraestrutura de baixa qualidade está diretamente relacionada a um baixo nível de poupança”, afirma.

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