PREVIDÊNCIA: Seminário destaca necessidade da Reforma

Publicado: 10/04/2017 12:58
Última modificação: 10/04/2017 12:58

Evento reuniu ministros e especialistas para apresentar dados sobre a Previdência e debater os ajustes propostos

 

O secretário Marcelo Caetano explica os pontos da reforma durante evento sobre Previdência realizado no auditório da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Foto: ASCOM Previdência

 

Do Rio de Janeiro (RJ) – O Brasil é um país jovem que gasta muito com Previdência. Este foi o principal alerta feito durante o seminário “Previdência Social no Brasil: Aonde queremos chegar?”, promovido nesta segunda-feira (10) pelo jornal O Globo, no Rio de Janeiro.

Durante a abertura do evento, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou a necessidade de se promover a reforma da Previdência diante da trajetória de aumento constante do gasto primário do governo central, que em 2016 chegou a 19,7% do PIB.

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse que a reforma está proposta a tempo de não haver necessidade de se cortar benefício ou aumentar impostos. “O custo de não se fazer uma reforma é muito alto: implica em aumento de carga tributária, mais recessão, menos emprego e menos renda para todos”, alertou.

O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, afirmou em sua apresentação que a reforma é proposta com o intuito de garantir a sustentabilidade da Previdência. Ele explicou os principais pontos da reforma, como o respeito ao direito adquirido, a regra de transição, que dá prazo de 20 anos de transição da regra atual para a regra nova, e o estabelecimento da idade mínima, de 65 anos, para a aposentadoria.“É uma proposta de Estado, mais do que uma proposta de governo. Existe um debate intenso, o que é normal em um processo de reforma de Previdência.”

Em sua fala sobre “A Previdência hoje”, o economista do BNDES, Fabio Giambiagi, afirmou que, se existe um defeito na reforma, é o fato de a proposta ter chegado com 30 anos de atraso. “Os gastos crescentes com a Previdência não são novidade. E o maior retrocesso nesse debate é o questionamento do déficit da Previdência. Não enxergar isso é não encarar que existe um problema grave que temos que resolver.”

Durante o painel sobre o cenário macroeconômico e a necessidade da reforma, Guilherme Mercês, economista-chefe do sistema Firjan, afirmou que o Risco Brasil está condicionado ao cenário de reformas. “O teto de gastos não se sustenta sem a reforma da Previdência”, disse.

Andrea Levy, estudioso sobre o impacto do envelhecimento da população brasileira, da Mongeral Aegon, fez uma apresentação sobre o modelo brasileiro de previdência e mercados maduros, destacando a trajetória da Coreia do Sul como exemplo de gestão para reduzir o impacto do envelhecimento sobre as contas públicas.

 

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