DEBATE: Seminário discute a reforma da Previdência

Publicado: 09/03/2017 14:56
Última modificação: 10/03/2017 12:02

Ministro da Fazenda Henrique Meirelles e secretário de Previdência Marcelo Caetano participam de evento promovido pelo Estadão

Da Redação (Brasília) –  A Previdência precisa de uma reforma diante de mudanças na demografia do país, defendeu o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles em sua participação no debate sobre a reforma da Previdência, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo nesta quinta-feira (9).

Durante o evento, o ministro mencionou o crescente gasto previdenciário em relação ao PIB. Em 1991, era 3,3%, hoje são 8,1%, e em 2060, se nada for feito, chegará a 17% do PIB. “Se não houver ajuste, a Previdência vai ocupar cada vez mais os gastos públicos, considerando que agora temos o teto de gastos”, disse.

Segundo Meirelles, atualmente as outras despesas do governo, excluindo a Previdência, representam 45% e, mesmo que fossem reduzidos a 33%, não seria possível acomodar os gastos previdenciários. “Todas as outras despesas teriam que ser diminuídas para 20%. Então, com essa reforma haverá espaço para os demais gastos dentro da Lei do Teto”, afirmou.

Em sua participação no evento, o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, afirmou que o principal norte dessa reforma é o tratamento harmônico entre grupos diferentes, como os servidores públicos e o Regime Geral (INSS). Caetano também destacou que, com o ritmo acelerado do envelhecimento da população brasileira, a despesa do INSS vai subir muito e, se não houver uma reforma, existem apenas duas opções: será preciso aumentar a carga tributária ou então o recursos de outras áreas terão de cobrir as despesas da Previdência.

Representando os trabalhadores, o presidente do Sindicato dos Metelúrgicos de São Paulo e de Mogi das Cruzes, Miguel Torres disse que quer uma Previdência justa e um debate mais amplo sobre a reforma. “Nós somos os maiores interessados para que a Previdência não quebre, por isso queremos um debate mais amplo e transparente.”

Também participaram José Cechin, da Fenasaude; Fábio Zambitte, da Emerj; Miguel Torres, do Sindicato dos Metalúrgicos; e Rogério Nagamine, do Ipea, que discutiram as  mudanças propostas pelo governo para tentar equilibrar as contas da Previdência.

O debate contou com presença de autoridades, estudiosos e representantes dos empregadores e dos trabalhadores.

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