TRABALHO: Superintendência do Paraná debate direitos das mulheres

Publicado: 14/03/2016 11:50
Última modificação: 14/03/2016 19:05

Participação das mulheres cresce no mercado formal de trabalho, mas a realidade ainda apresenta grandes diferenças quanto à ocupação, cargos e salários em relação aos homens

Uma audiência pública na manhã desta quinta-feira (10) em Curitiba debateu a situação e os desafios da mulher no mercado de trabalho. O evento, realizado na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR), reuniu mais de 100 mulheres e homens de centrais sindicais, empresários, e representantes do judiciário e governo federal, para debater participação, cargos e remuneração das mulheres no mercado de trabalho.

O debate contou também com a participação do superintendente Marcio Pessatti, com o chefe da Seção de Relações do Trabalho (SERET), Luiz Fernando Favaro Busnardo, e com o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT-PR), Gláucio Araújo de Oliveira. Para o superintendente, Mário Pessatti, “o momento é de reflexão sobre os direitos já adquiridos e também olhar para o futuro na questão de gênero”.

O evento foi aberto com uma batucada das feministas da Marcha Mundial de Mulheres, e seguiu com palestras de Rosane da Silva (coordenadora do Núcleo de Gênero do MTPS), Marlene Suguimatsu (desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho- TRT/9ªRegião), Marlei Fernandes de Carvalho (diretora APP-Sindicato e coordenadora do Fórum Estadual Sindical dos Servidores Públicos), Luana Francesca de Geroni auditora-fiscal do Trabalho, e procuradora do Ministério Público do Trabalho (MTP/9ª Região), Mariane Josviak.

Em sua fala, Rosane da Silva ressaltou a diferença salarial entre homens e mulheres no espaço público e privado, avaliando que é preciso promover igualdade em todas as esferas. “O Ministério do Trabalho e Previdência Social produziu um diagnóstico, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que servirá de base para a elaboração e reforço de políticas de gênero, superação de desigualdade, participação e permanência da mulher no mercado de trabalho”, destaca Rosane.

Também foram debatidos os direitos das mulheres trabalhadoras, cuja realidade profissional é atrelada à pessoal, em especial à maternidade, que levam muitas mulheres a ainda ter que escolher entre em ser trabalhadoras ou mães. Neste sentido, um dos apontamentos do debate foi a ampliação e reforço do papel da fiscalização do trabalho, fundamental nas empresa para a proteção do trabalho das mulheres, e do direito à maternidade.