93 ANOS: Previdência Social homenageia os aposentados brasileiros

Publicado: 22/01/2016 14:48
Última modificação: 25/01/2016 11:26

O dia 24 de janeiro é o Dia do Aposentado. Nesta data, comemora-se também os 93 anos da Previdência Social.

logo 93 anos maiorDa Redação (Brasília) – Sinônimo de segurança para o trabalhador e sua família, a Previdência Social movimenta a economia de milhares de municípios. Hoje, 72% das pessoas ocupadas com até 59 anos têm cobertura previdenciária. Esse índice sobe para 82% de mulheres e homens acima dos 60 anos. O Brasil tem um contingente de 18,5 milhões de aposentados.

Para homenagear os aposentados e aposentadas, as assessorias de comunicação do INSS buscaram histórias de vida de brasileiros e brasileiras que contribuíram com o desenvolvimento do país, compartilhadas aqui.

 

“Minha missão foi cuidar”

Maria de Fátima Vieira, enfermeira e professora aposentada da Paraíba

Maria de Fátima Vieira, aposentada que quer se manter em atividade. Foto: ACS/PB

Maria de Fátima Vieira, 62 anos, afirma que sua maior realização é saber que alcançou o seu objetivo como enfermeira e professora. Hoje, está colhendo os frutos do que plantou. “Eu acho que a aposentadoria é a recompensa de todo nosso trabalho. Minha missão foi cuidar, e eu posso dizer que cumpri.”

Natural de Sousa, mudou-se para João Pessoa para estudar enfermagem e terminou o curso em 1980. Concluiu mestrado em cuidado de idosos. O primeiro emprego foi em um ambulatório de uma comunidade em João Pessoa. Nesse meio tempo, foi convocada para lecionar e trabalhou por 35 anos como professora e coordenadora de estágio, até se aposentar aos 61 anos de idade. Ainda continua exercendo a profissão de enfermeira numa instituição estatal paraibana, pois ama o que faz e acha importante se manter em atividade de alguma forma.

 

“Minha felicidade é ter saúde”

Francisco Gadelha da Silva, estivador aposentado do Amazonas

Francisco Gadelha da Silva diz que aposentadoria cobre suas necessidades. Foto: Milton Ferreira – SCS/AM

Nascido em janeiro de 1946, hoje com 70 anos de idade, o amazonense aposentado como estivador, Francisco Gadelha da Silva, fala da sua felicidade de estar com saúde depois de tantos anos de trabalho pesado, e ainda, poder curtir sua aposentadoria com seus amigos e sua família.

Casado com a senhora Vilcélia Souza da Silva e pai de três filhos, ele conta de sua alegria em pertencer a categoria dos estivadores desde 1971, afirmando que hoje vive a vida que pediu a Deus, pois o dinheiro que recebe com a aposentadoria, cobre todas as suas necessidades. (Milton Ferreira – SCS/AM)

 

“Paguei carnê por 15 anos”

Hildon Alves Ferreira, caminhoneiro aposentado de Roraima

Hildon Alves Ferreira, aposentado que trabalhou até em garimpo. Foto: Dhenny Rabelo – ACS/RR

O aposentado Hildon Alves Ferreira, 70 anos, nasceu na cidade de Itapetim (PE), mas mora em Boa Vista há 30 anos, onde constituiu família. Aposentado desde 2010, ao completar 65 anos de idade, ele conta que contribuiu com a Previdência quando trabalhou como caminhoneiro. “Paguei o carnê por 15 anos, o que me deu o direito a aposentadoria”, comemora.

Atualmente ele trabalha no sítio da família, com criação de aves e gado bovino, além da plantação de hortaliças e plantas frutíferas. No começo da sua vida profissional, trabalhou na área rural, em Pernambuco, e na Usina Nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. No final da década de 1980, foi para Roraima tentar a sorte no garimpo, em busca do seu Eldorado. Em Boa Vista conheceu a jovem Elzanira Gomes, com quem se casou e teve dois filhos, afirmando que encontrou seus diamantes. (Gelbson Braga – SCS/RR)

 

“Se fosse para começar de novo, faria tudo igual”

 Juvenal Alves de Moura, professor aposentado de Goiás

Juvenal Alves de Moura, que diz que aposentadoria garante vida digna. Foto: ACS/GO

Juvenal Alves de Moura, que diz que aposentadoria garante vida digna. Foto: ACS/GO

Juvenal Alves de Moura, 63 anos, nasceu em Trindade (GO), no dia 1 de maio de 1952. Casado com a também professora Neuza de Moura, Juvenal sempre morou em sua terra natal, que fica a 17 Km de Goiânia. Trabalhou como professor por 28 anos na iniciativa privada e contou 38 anos de serviço na rede pública estadual goiana de ensino.

Todos esses anos em sala de aula caracterizam o magistério como a principal atividade profissional do professor Juvenal, que se aposentou aos 52 anos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS). “Me aposentei já tem algum tempo e sou feliz por ter sido professor. Hoje, eu gozo dos privilégios de uma aposentadoria, que embora não seja um grande salário, mas é o suficiente para eu ter uma vida digna, ir onde eu quero, eu passeio muito, ando muito. Então, sou realizado sim”.

Ter sido professor “me trouxe muitas alegrias. Apesar de ter uma remuneração aquém daquilo que eu achava e acho que devia ter, consegui passar para os meus três filhos os princípios básicos de uma educação baseada no bom caráter, hombridade, honestidade. Consegui formar meus filhos, todos são engenheiros, os três têm mestrado e um deles fez doutorado. Eu e minha esposa somos professores. Se fosse para começar de novo eu começaria sim. Eu deixei muita história, fiz muita história”. (Sérgio Vieira Costa – SCS/GO)

 

 “Sou realizado”

Cesar Romero Cury Pereira da Silva, taxista aposentado do Rio de Janeiro

Cesar Romero Cury Pereira da Silva, aposentado há um ano. Foto: SCS/RJ

Cesar Romero Cury Pereira da Silva, aposentado há um ano. Foto: SCS/RJ

O carioca aposentado Cesar Romero Cury Pereira da Silva, de 58 anos, trabalhou na área Financeira e como taxista. Há um ano aposentado, Cesar diz que a sua maior realização foi ter feito vários amigos, ter ajudado, ter sido ajudado e fazer parte de uma família maravilhosa.

 

 

 

“Envelheci com saúde”

Antônia Alves Figueiredo, diarista aposentada do Paraná

Antônia Alves Figueiredo, aposentada que gosta de jardinagem Foto: ACS/PR

Antônia Alves Figueiredo, aposentada que gosta de jardinagem. Foto: ACS/PR

Recebendo a aposentadoria há mais de 20 anos, Antônia Alves Figueiredo, 85 anos, é natural de Antônio Olinto (PR). Atualmente reside em Curitiba e aposentou-se por idade, aos 60 anos. Antes da aposentadoria, trabalhou como servente e diarista. “Minha maior alegria é minha família e também ter envelhecido com saúde, o que me permite cuidar do meu jardim, quintal e também dos meus gatinhos”.

 

“Não sabia se daria conta de ficar longe do emprego”

Mara Lúcia Pinto Pereira, aposentada de Minas Gerais

Mara Lúcia Pinto Pereira, aposentada que ama dançar. Foto: At. Fotografia

Mara Lúcia Pinto Pereira, aposentada que ama dançar. Foto: At. Fotografia

Aos 73 anos, Mara Lúcia Pinto Pereira demonstra uma animação de dar inveja a muita gente. Divide seu tempo entre diversas atividades, como Lian Gong, uma prática corporal oriental, aula de trabalhos manuais, dança cigana e dança de salão, mantendo uma rotina tão dinâmica como se ainda trabalhasse no Procom da Prefeitura de Belo Horizonte, sua cidade natal.

Aposentou-se aos 65 anos, por tempo de contribuição, ainda em dúvida se “daria conta” de ficar longe do emprego. As muitas atividades, assim como o neto e as duas filhas, a mantêm bastante ocupada. Gosta de viajar, desde que não fique muitos dias longe de casa. Mas o que desperta, de verdade, seu entusiasmo é a dança. “Amo dançar”, resume.

Entre suas maiores realizações, cita o fato de ter criado suas filhas praticamente sozinha, já que ficou viúva aos 38 anos de idade. “Foi um período muito difícil. Meu marido deixou pensão, o que ajudou muito, mas precisei voltar a trabalhar. Apesar das dificuldades, consegui criar minhas filhas, que cresceram com os princípios da responsabilidade e honestidade”, destaca. (Nilmara Pereira – ACS/MG)

 

Casal relata trajetória de vida dedicada ao trabalho

Rosalina Borges da Silva e José Pereira da Silva, aposentados de Minas Gerais

Rosalina Borges da Silva, que trabalhou no campo desde os 7 anos, e José Pereira da Silva, obrigado a se aposentar por invalidez. Foto: ACS/MG

Rosalina Borges da Silva, que trabalhou no campo desde os 7 anos, e José Pereira da Silva, que se  aposentou por invalidez. Foto: ACS/MG

O casal mineiro de aposentados, Rosalina Borges da Silva e José Pereira da Silva, de Divinópolis, têm muitas histórias para contar ao longo de mais de 70 anos de muito trabalho, luta, sucesso, alegrias e tranquilidade, especialmente após a aposentadoria. Lavrador, produtor de leite, meeiro, agricultor, auxiliar de serviços gerais, metalúrgico, aposentado, dono de casa e avô.

Há 20 anos aposentado por invalidez, o ex-metalúrgico conta que sofreu bastante com o início da aposentadoria, por ter sido forçado a parar por problema de saúde. “Trabalhei desde os sete anos, e parar de repente foi muito difícil. Eu queria trabalhar, produzir, mas meu corpo não acompanhava”, explica. Quando se deu conta que não conseguiria permanecer no mercado de trabalho, José Pereira começou a se dedicar à família.

Atualmente com 70 anos, aproveita a aposentadoria para curtir a vida em família. Jogar bilhar e cartas com os irmãos, cuidar da esposa, brincar com os sobrinhos e paparicar o neto que está por chegar. “Quando eu era criança e capinava roça do nascer ao por do sol, nunca imaginei que chegaria tão longe”, completa.

Mesma origem rural, Rosalina Borges da Silva, aposentada, com 74 anos, comemora poder desfrutar de uma vida mais fácil hoje. “Bordar e costurar são meus principais divertimentos. Ainda bem que não preciso fazer por trabalho, porque por diversão posso demorar dias para fazer uma única bermudinha de bebê”, brinca.

Rosalina começou sua vida laborativa aos nove anos, quando ajudava a mãe a lavar roupa. Atuou como auxiliar de Enfermagem e, na década de 1970, se firmou como contadora, profissão que exerceu até se aposentar aos 62 anos. Ela conta que não havia o costume de contribuir para a Previdência Social. “Trabalhei por mais de 50 anos, mas foram os poucos mais de 20 anos de recolhimento para a Previdência que me garantiram a tranquilidade que tenho hoje em dia”.

 

“Recebo mensalmente no dia marcado”

Raimunda Moraes da Costa, aposentada de Sergipe

Aposentada Raimunda Moraes da Costa nasceu em 24 de janeiro, dia em que se comemora também o aniversário da Previdência Social. Foto: SCS/SE

Aposentada Raimunda Moraes da Costa nasceu em 24 de janeiro, dia em que se comemora também o aniversário da Previdência Social. Foto: SCS/SE

A aposentada Raimunda Moraes da Costa nasceu no dia 24 de janeiro de 1941 – dia em que se comemora também o aniversário da Previdência Social, na cidade de Itabaianinha, distante 114 km de Aracaju. Atualmente reside na capital, no bairro Jardins. Trabalhou por 50 anos comercializando produtos personalizados, como canetas, placas de homenagens, troféus, canecas e outros, onde Raimunda era responsável pela gravação dos nomes e mensagens. Raimunda está aposentada há 8 anos, mas ainda vai diariamente ao trabalho, que pertence a família, para colaborar nas gravações devido à sua caligrafia invejável.

 

Dona Raimunda se aposentou aos 66 anos. “A aposentadoria me ajuda a saldar meus compromissos, além de permitir que eu compre os meus medicamentos, cuidando assim de minha saúde. Recebo meu pagamento mensalmente no dia marcado, o que me deixa segura e muito feliz. A minha maior alegria é minha família e a saúde de todos.”

 

“Trabalhei desde os 18 anos no banco”

Diégues de Arecippo Júnior, aposentado de Alagoas

Diégues de Arecippo Júnior, aposentado após 36 anos no Banco do Brasil que hoje exerce medicina. Foto: SCS/AL

Diégues de Arecippo Júnior, aposentado após 36 anos no Banco do Brasil que hoje exerce medicina. Foto: SCS/AL

O aposentado Paulo Victor Diégues de Arecippo Júnior, de 58 anos, nascido em Maceió (AL), passou sua vida trabalhando para o Banco do Brasil, após passar em um concurso público quando tinha apenas 18 anos. Ele trabalhou por 36 anos no banco, em cidades do interior de Alagoas e do Mato Grosso do Sul.

Ao longo da vida, Paulo constituiu família, casou-se e teve 3 filhos. Hoje, como muitos aposentados, não conseguiu ficar parado e voltou ao trabalho, mas agora como médico. Ele trabalha para uma empresa privada na área de auditoria e perícia médica.

Quando iniciou a atividade no Banco do Brasil, Paulo cursava o segundo ano de medicina na Universidade Federal de Alagoas, porém, o trabalho no Banco o levou para interior do estado, e teve que se afastar da Universidade. Mas Paulo conseguiu concluir seu curso e agora exerce a medicina. (Viviane Pereira Diegues de Arecippo – SCS/AL)

 

Vidas plenas de conquistas

Fernando Ferreira e José Antenor Freire de Araújo, aposentados do Ceará

Fernando Ferreira e José Antenor Freire de Araújo, aposentados do Ceará. Foto: Anderson Fonseca – ACS/CE

Fernando Ferreira e José Antenor Freire de Araújo, aposentados do Ceará. Foto: Anderson Fonseca – ACS/CE

O aposentado cearense Fernando Ferreira, de 79 anos, nasceu em Sobral, mas reside atualmente em Fortaleza. Foi trabalhando em diversas construtoras que Fernando conseguiu seu tempo de contribuição na Previdência para a aposentadoria. Fernando ressalta que sempre aproveitou a vida, e hoje aposentado olha com tranquilidade para a “juventude”.

José Antenor Freire de Araújo, 78 anos, também cearense nasceu em Canindé e mudou-se quando jovem para a capital do Ceará. Mora em Fortaleza há 64 anos. Cita de cor o ano em que se aposentou, 1998. Relembra que trabalhou a maior parte da vida em uma oficina mecânica, e que se considera um “veterano de guerra” pelas experiências vividas. Entre elas, conta que trabalhou como zelador, na década de 1970, no prédio onde funciona hoje a Gerência-Executiva do INSS em Fortaleza.

 

“Minha maior alegria é viajar de ônibus para ver minha família no NE”

José Cabral Leandro, aposentado do Mato Grosso do Sul

José Cabral Leandro, conhecido como “Zé Pequeno”, trabalhou vendendo frutas, e também como pedreiro e jardineiro. Foto: Jorge Cabral - SCS/MS

José Cabral Leandro, conhecido como “Zé Pequeno”, trabalhou vendendo frutas e também como pedreiro e jardineiro. Foto: Jorge Cabral – SCS/MS

O aposentado José Cabral Leandro, conhecido como “Zé Pequeno”, natural de Piancó (PB), tem 79 anos, viúvo, 8 filhos, 17 netos. Há 45 anos foi com toda sua família desbravar as terras em Mato Grosso do Sul e de lá não mais saiu. Desde essa época reside no Bairro Universitário, região sul de Campo Grande.

Sempre trabalhou com venda de frutas em diversos pontos da cidade e também fez muitos “bicos” como pedreiro e jardineiro. Aposentou-se por invalidez em 2003, com 67 anos e sua maior alegria é viajar de ônibus para o Nordeste, duas vezes por ano, para visitar familiares e amigos.

“Graças a Deus minha família é muito unida, filhos, irmãos, sobrinhos, netos e sempre nos reunimos em festividades”, afirma ele. (Simone Cassia Velho – SCS/MS)

 

“Se soubesse que era tão bom, teria pago mais”

Gilda Maria da Silva Vasconcelos, aposentada de Pernambuco

Gilda Maria da Silva Vasconcelos ressalta às irmãs sobre a importância da contribuição. Foto: ACS/PE

Gilda Maria da Silva Vasconcelos diz que pagava todo mês o INSS, sem atraso. Foto: ACS/PE

Aos 70 anos, a aposentada Gilda Maria da Silva Vasconcelos guarda um sentimento especial pela Previdência Social. Sempre contribuiu e há 10 anos recebe, sem atraso, a aposentadoria por idade. “Se soubesse que era tão bom e que me daria a segurança que tenho, teria pago um valor maior. Mas o que recebo vem abençoado”, diz ao esbanjar um sorriso largo.

Dona Gilda é daquelas pessoas que faz amigos com muita facilidade. De tom sereno, tem uma alegria pela vida que contagia. Ela contribuiu por quase 28 anos. Nascida em Pesqueira (PE), terra da Renascença, não só borda como também costura desde os 12 anos. “Minha renda e a do meu marido, Agripino Rosa de Vasconcelos, de 68 anos, são garantidas pelos benefícios que recebemos. Ele também se aposentou rápido, sem nenhum problema”, conta.

Antes dona Gilda mantinha uma pequena empresa de prestação de serviços com o marido em Afogados da Ingazeira (PE). Todo mês pagava o INSS sem atraso. “E é sem atraso também que recebo todo mês. Nunca falhou”. A importância da contribuição ela também repassa às irmãs: “Digo a elas que gastam muito dinheiro à toa e não é de qualquer jeito que a pessoa se aposenta. Se fazem compras parceladas, então por que não reservar todo mês aquela quantia para a Previdência? Muita gente acha que a velhice e os 60 anos não chegam. Mas isso é engano. Quando a gente menos espera, depois dos 18 anos, os 60 voam. Chegar lá com um dinheirinho certo, como o que recebo, é uma benção de Deus”, arremata.

E é com esse espírito alegre e de muito agradecimento à vida que dona Gilda festeja seu aniversário de 70 anos comemorados no dia 4 de janeiro, mês também de aniversário da Previdência Social. “O presente é o beneficio que me deu descanso. Hoje trabalho por prazer com a certeza de todo mês ter um valor certo. Melhor ainda com o 13º salário. Sou muito agradecida”, diz a sertaneja. (Denise Martins – ACS/PE)

 

“Tive maior segurança para seguir minha vida”

Maria Clarinda da Silva, costureira aposentada do Rio Grande do Sul

Legenda: Maria Clarinda da Silva, aposentada que sempre teve o dom da costura. Foto: SCS/RS

Maria Clarinda da Silva, aposentada que sempre teve o dom da costura. Foto: SCS/RS

Aos 10 anos de idade, na cidade de Dom Pedrito, a 441 km de Porto Alegre, Maria Clarinda da Silva começava a sua carreira como costureira. Desde pequena, ela aproveitava as calças já usadas de seu pai para fazer roupas para seus irmãos, tudo por conta própria sem ninguém precisar ensinar. Durante seu ensino fundamental, Maria Clarinda quis se inscrever no curso de corte e costura, mas sua mãe não deixou, pois sua professora temia que ela perdesse o foco nos estudos.

Maria Clarinda, por sua vez, continuou a costurar como autodidata. Pouco mais tarde ela conseguiu ser ouvinte de um curso de corte e costura que uma amiga fazia, e ali percebeu que seu futuro já estava sendo traçado. Já casada e com filho, Maria Clarinda resolveu dar aula. A experiência como professora durou cerca de cinco anos.

Em 1988 realizou o sonho de ter um diploma de corte e costura. Desde o início da sua carreira como costureira, a aposentada contribuiu com a Previdência Social, através do pagamento de carnês. Maria Clarinda se aposentou por tempo de contribuição em 1996, aos 60 anos de idade. Dois anos antes já havia recebido a pensão por morte, após seu marido falecer.

A aposentada ressaltou a importância de ter contribuído ao longo da sua vida com a Previdência Social e falou da importância do benefício na melhoria de sua vida. “É algo incrível ter a certeza de que todo mês eu vou receber meu benefício lá na minha conta no banco. Eu já consegui viajar com o dinheiro que eu recebo, consigo ter a tranquilidade de pagar meus medicamentos e minhas contas. Com os benefícios que recebo da Previdência, eu tive uma maior segurança para seguir a minha vida”. (SCS/RS)

 

“Desfruto minha família”

Joaquina Assunção Silva, servidora aposentada do Rio Grande do Norte

 Joaquina Assunção Silva, que trabalhou na Controladoria Geral do Estado. Foto: SCS/RN

Joaquina Assunção Silva, que trabalhou na Controladoria Geral do Estado, cercada de sua família. Foto: SCS/RN

Sertaneja, nascida em Cacimba de Baixo, distrito do município de Santana do Matos, localizado na região central do Rio Grande do Norte, no ano de 1934, Joaquina Assunção Silva é pensionista do INSS e servidora estadual aposentada. Assunção, como é chamada pelos amigos e familiares, desempenhou suas atividades profissionais na antiga Contadoria Geral do Estado, atual Secretaria de Tributação, onde se aposentou em 1989, com 55 anos e após 30 anos de trabalho.

Viúva do ferroviário Robério Silva, mãe de três filhos, cinco netos e três bisnetas, Assunção é uma pessoa alegre e de bem com a vida, e apaixonada pela natureza, para quem a maior alegria é reunir toda a família. “Agradeço a Deus e desfruto ao máximo cada ocasião na qual nossa família se reúne” assinala a pensionista. Assunção se considera também realizada por ter conseguido, com muita dificuldade, proporcionar uma boa educação para os filhos. (Carlos Fernando Palmeira – SCS/RN)

 

“Em uma única visita à agência do INSS não imaginei que já sairia aposentada”

Sônia Maria Gelumbauskas, diarista aposentada de São Paulo

Sônia Maria Gelumbauskas, que trabalhou durante 25 anos para criar os filhos. Foto: ACS/SP

Sônia Maria Gelumbauskas, que trabalhou durante 25 anos para criar os filhos. Foto: ACS/SP

Na manhã de uma terça-feira chuvosa de janeiro, a diarista Sônia Maria Gelumbauskas saiu de casa, com destino a Agência da Previdência Social São Paulo-Centro, para dar entrada em sua aposentadoria por idade. Sônia chegou à unidade e meia hora depois, já estava aposentada.

“Achei que só iam pegar meus documentos e verificar depois. Não imaginei que sairia daqui já aposentada”, diz, surpresa. Sônia beneficiou-se do reconhecimento automático de direitos, implantado em 2009, que permitiu ao INSS utilizar a base de dados certificada do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), referente a vínculos empregatícios e contribuições, para a concessão de benefícios.

Antes de se casar, Sônia trabalhou numa corretora de câmbio. Depois de ter o primeiro filho, passou a exercer a atividade de diarista. Ao todo, trabalhou durante 25 anos e conseguiu criar dois filhos. Sua maior realização, diz ela, é ter batalhado para que eles terminassem os estudos. Hoje, Rodrigo é formado em Direito e já saiu de casa. Já Cínthia graduou-se em Turismo e mora com a mãe.

Apesar de já estar aposentada, Sônia não pretende parar. Ela trabalha todos os dias da semana, com exceção da terça-feira, seu único dia de descanso. “Enquanto eu tiver saúde, vou continuar trabalhando”, finaliza. (André Kameda – ACS/SP)

 

“Meu orgulho é ter um filho que estudou”

Guiltani Elrita Loth, aposentada rural de Santa Catarina

Guiltani Elrita Loth chorava de aflição quando a idade começou a pesar. Foto: ACS/SC

Guiltani Elrita Loth acreditou em uma velhice mais digna quando recebeu seu primeiro salário como aposentada rural. Foto: ACS/SC

Depois de trabalhar na roça desde menina, Guiltani Elrita Loth, uma agricultora de Itoupavazinha, área rural de Blumenau (SC), entrou em crise quando a idade começou a pesar. O filho mais velho acordava no meio da noite ouvindo seu choro de aflição. Durante 20 anos, acordava às 4 da manhã para tirar trato, ordenhar a vaca, alimentar as galinhas e porcos e deixar o almoço encaminhado antes de ir para o centro, onde trabalhava três vezes por semana como empregada em casa de família. Os outros dias da semana eram dedicados à plantação de produtos para a subsistência, como aipim, batata, verduras, feijão de vara e alho.

As coisas melhoraram um pouco depois que o pai, Bruno Bauler, se aposentou por idade pelo Funrural. Mas só aos 60 anos, quando foi ao banco receber o primeiro salário como aposentada rural do INSS, Guilta começou a acreditar numa velhice mais digna.

Hoje, aos 78 anos, sete filhos e dois bisnetos, recebe também pensão por morte do marido Eugênio Loth, que se aposentou por invalidez. Para ela, a Previdência Social fez uma diferença “muito importante” para todos. Além de melhorar a qualidade de vida, garantindo uma alimentação mais adequada e a compra de medicamentos extras, o benefício permitiu que ajudasse as famílias das duas filhas. A aposentadoria ainda lhe proporcionou alguns “pequenos luxos”, como comprar vestidos usados no brechó de roupa alemã e adquirir em torno do fogão à lenha, uma verdadeira biblioteca de livros e revistas usados que os netos bem aproveitam para os trabalhos escolares. Sua maior realização é “ter conseguido criar o rapaz e as duas meninas” e a sua maior alegria é também o seu maior orgulho: “Ter um filho que estudou e hoje pode ajudar a gente num momento de necessidade”. (Raquel Wandelli – ACS/SC)

 

“Conquistei minha casa própria com a aposentadoria”

Esmeraldina Parente Cavalcante, trabalhadora rural aposentada de Rondônia

Esmeraldina Parente Cavalcante, que teve uma vida de trabalho na roça. Foto: SCS/RO

Esmeraldina Parente Cavalcante, que teve uma vida de trabalho na roça. Foto: SCS/RO

Esmeraldina Parente Cavalcante aposentou-se aos 57 anos como trabalhadora rural. Nasceu em Gonçalves Dias (MA), casada com um lavrador também aposentado como trabalhador rural, mãe de seis filhos, veio tentar a vida em Rondônia (RO), onde continuou com sua vida no campo. “A vida na roça não é fácil, mas sempre conquistei aos poucos tudo que tenho”.

Hoje Esmeraldina, aos 66 anos, vive tranquilamente garantindo todo mês sua renda para manter a casa onde diz que foi sua maior realização, “com o dinheiro da aposentadoria conquistei muitas coisas e uma delas foi a minha casa própria, devagarzinho a levantei, estou muito satisfeita”.