CISS: Especialistas discutem soluções para enfrentar envelhecimento e escassez de recursos

Publicado: 06/11/2015 16:18
Última modificação: 09/11/2015 16:08

LOC/REPÓRTER: Especialistas em Seguridade Social de vários países das Américas se reuniram, nesta quinta e sexta-feira, em São Paulo, para tratar dos desafios que as nações enfrentam para garantir a proteção social dos trabalhadores. A Reunião de Alto Nível sobre Envelhecimento e Economia Preventiva, contou com a participação de mais de 20 países membros da CISS – Conferência Interamericana de Seguridade Social.

O Secretário Especial da Previdência Social, Carlos Gabas, junto com técnicos do Ministério do Trabalho e Previdência Social, participou dos debates. Ele destacou a experiência brasileira e apontou a troca de conhecimentos como um caminho para garantir o sucesso da seguridade social, uma vez que o envelhecimento populacional e a escassez de recursos obrigam os países a serem mais produtivos, eficientes e a fazer parcerias inovadoras visando à sustentabilidade do sistema previdenciário.

TEC/SONORA:  Nós precisamos entender o que vocês fizeram em seus países. Os desafios são comuns e muitos de nós conseguimos atravessar esses desafios com soluções criativas. Com soluções que conseguem parar em pé. Nós queremos saber quais as alternativas pensadas como fonte de financiamento e como regra de acesso aos benefícios. 

LOC/REPÓRTER: O Brasil tem o maior sistema de seguridade social das Américas. Atualmente, conta com 60 milhões de contribuintes, o que corresponde a uma taxa de cobertura de 73% da população. O orçamento previdenciário para 2016, incluindo benefícios sociais a idosos de baixa renda e a pessoas com deficiência, é da ordem de 600 bilhões de reais. Nesse contexto, Carlos Gabas aponta a transição demográfica como o grande desafio que está sendo enfrentado pelo Brasil e consequentemente a necessidade de mudar as regras.

TEC/SONORA: No Brasil, nós ainda temos regras que precisam ser atualizadas. Fizemos algumas modificações recentes, que foi uma discussão muito dura no Congresso Nacional, porque mesmo reconhecendo a necessidade de mudança, a sociedade reage. Então, nós não podemos negar essa compreensão da necessidade de dialogar com a sociedade. A sociedade tem o direito de saber o que nós estamos propondo de mudanças. A média de idade de aposentadoria no Brasil é muito baixa, porque a expectativa de sobrevida aos 50, 60 anos está chegando aos 84. Então, não é razoável que uma pessoa, seja homem, seja mulher, acesse o direto a aposentadoria com cinquenta e poucos anos porque o sistema não vai aguentar.

LOC/REPÓRTER: Além da reunião sobre envelhecimento e economia preventiva, os especialistas participaram de uma assembleia extraordinária da Conferência Interamericana de Seguridade Social.

De Brasília, Lourdes Marinho.