INTERNACIONAL: Previdência Social brasileira quer intensificar cooperação com Alemanha

Publicado: 20/08/2015 13:02
Última modificação: 20/08/2015 15:02

Ministro Gabas se reuniu com seu homólogo alemão e debateram os desafios do setor

Ministros da Previdência do Brasil e Alemanha conversam sobre os modelos de regimes adotados pelos seus países. Foto: Erasmo Salomão/MPS

Ministros da Previdência do Brasil e da Alemanha conversam sobre os modelos de regimes adotados pelos seus países. Foto: Erasmo Salomão/MPS

Da Redação (Brasília) – Os modelos de Previdência Social adotados pelo Brasil e Alemanha, as diferenças e as semelhanças dos regimes e os desafios para a sua sustentabilidade foram assuntos abordados em reunião entre o ministro Carlos Eduardo Gabas e o seu homólogo alemão Jörg Asmussen, nesta quinta-feira (20).

A reabilitação profissional e a reinserção de trabalhadores vítimas de acidentes ou afetados por algum tipo de incapacidade laboral – temas de reunião entre os dois países, iniciada segunda-feira passada e encerrada ontem, em Brasília – também foram tratadas. “Precisamos avançar para melhorar a nossa taxa de inclusão”, afirmou o ministro brasileiro, no início do encontro, ao comentar o índice alemão de reinserção que é de 97%.

Gabas lembrou que o modelo alemão é base do modelo brasileiro e ao longo da conversa pode identificar diversas semelhanças entre os regimes de previdência dos dois países. “Temos a disposição de aprofundar a cooperação entre Brasil e Alemanha, pois estamos vivenciando situações pelas quais vocês já passaram”, disse, apontando para a transição demográfica.

O ministro alemão do Trabalho e Assuntos Sociais também chamou a atenção para as situações semelhantes nos dois países. “As projeções são muito parecidas”, constatou após ouvir relato do ministro Gabas sobre o crescimento da população de idosos e a razão de dependência – número de trabalhadores na ativa contribuindo para custear os benefícios previdenciários.

Idade – Diferentemente do Brasil, a Alemanha adota a idade mínima como critério para obtenção da aposentadoria. Em 2029, o mínimo exigido será de 67 anos de idade para homens e mulheres. Atualmente, são exigidos, 65 anos e quatro meses. “Durante muito tempo foi de 65 anos. Agora há um acréscimo de dois meses a cada ano”, explicou. “As discussões em torno dessa questão, inclusive da igualdade entre os sexos, foram muito acirradas”, acrescentou.

O ministro brasileiro da Previdência Social indagou se os alemães eram um povo “previdente”. Jörg Asmussen respondeu: “como contribuir para a previdência significa abrir mão do consumo, ninguém gosta. A previdência é algo muito distante, principalmente na visão dos jovens”. Ele disse que há educação previdenciária nas escolas e nas empresas, mas os resultados não são significativos.

A presidenta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Elisete Berchiol Iwai, explicou a atuação do órgão e como são operacionalizados os benefícios no Brasil. O secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Marcelo Siqueira, aprofundou o debate em torno da concessão de benefícios por incapacidade.

O tema será tratado em novembro próximo na “Conferência sobre Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho”, que acontecerá na África do Sul, organizada, entre outros, pela Alemanha. Asmussen convidou a Previdência Social brasileira a integrar o evento. O ministro alemão também externou o desejo de conhecer o PrevBarco – a agência flutuante que percorre os rios amazônicos prestando atendimento às populações ribeirinhas. (Ascom/MPS)