GESTÃO: Ministro defende modelo brasileiro de Previdência Social em comissão geral na Câmara dos Deputados

Publicado: 08/04/2015 18:28
Última modificação: 09/04/2015 10:02

Carlos Eduardo Gabas também tratou da MP 664 que tramita no Congresso Nacional e ajusta regras de concessão de alguns benefícios

Ministro garante que regime previdenciário brasileiro é sustentável. Foto: Erasmo Salomão/MPS

Ministro garante que regime previdenciário brasileiro é sustentável. Foto: Erasmo Salomão/MPS

Da Redação (Brasília) – O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas participou, nesta quarta-feira (8), de comissão geral na Câmara dos Deputados que debateu a situação da Previdência Social brasileira. Gabas afirmou que “o modelo brasileiro é um dos melhores do mundo” e garantiu, citando como exemplo o superávit do setor urbano, que o regime previdenciário no país é sustentável.

Ele defendeu o modelo solidário brasileiro, que tem despertado o interesse de diversos países, por unir o que há de melhor em cada uma das frentes – repartição, complementar e assistencial – para compor “um regime universal de proteção”.

O ministro tratou de fatores que impactam diretamente a Previdência Social, como o aumento da longevidade e a diminuição da taxa de fecundidade. “Por isso temos que adequar as regras a essa nova realidade”, defendeu. “Quando precisamos tratar da previdência há um susto na sociedade, pois em diversos momentos as mudanças propostas foram traumáticas. Entretanto, neste momento, estamos olhando para o futuro, e fazendo os aperfeiçoamentos necessários para garantir a sustentabilidade da Previdência Social”, afirmou.

Gabas comentou que, “muitas vezes o debate é duro, mas estamos sempre dispostos a discutir o tema, pois precisamos cuidar da previdência para 200 milhões de pessoas, para o conjunto da sociedade brasileira”.

O deputado Cleber Verde (PRB/MA) foi o autor do requerimento para transformar a sessão em comissão geral para debater a Previdência Social. A reunião, no plenário, foi acompanhada por associações de aposentados e movimentos sociais. A motivação, segundo o parlamentar, foram notícias que continuam a afirmar que há déficit – informação negada pelo ministro -, além da preocupação com as novas regras contidas na Medida Provisória 664, em tramitação no Congresso Nacional.

Sobre a Medida Provisória, o ministro disse que é um parâmetro enviado ao Congresso Nacional e que o governo esta disposto a acolher sugestões dos parlamentares. “Estar na Câmara dos Deputados é um privilégio, pois trata-se de um dos lugares onde são elaboradas as leis que o Executivo coloca em prática”, observou.

 

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