COMBATE ÀS FRAUDES: Força Tarefa realiza operação em Belo Horizonte nesta quinta(16)

Publicado: 16/04/2015 15:30
Última modificação: 16/04/2015 15:30

Ação visava desarticular quadrilha que fraudava benefício assistencial

Da Redação (Brasília)- A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério da Previdência Social, realizou a “Operação Fraude S.A. II”, para desarticular a ação de uma quadrilha que alterava documentos para conseguir o Benefício Assistencial ao Idoso (BPC-LOAS). A operação foi realizada na manhã desta quinta-feira (16), na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

O benefício assistencial, que deve ser concedido a pessoas pertencentes a grupos familiares de baixa renda, era fraudado e concedido a famílias que não preenchiam os requisitos. Para tanto, a quadrilha omitia rendas familiares, condição de empresários, titularidade de bens, etc., tudo de forma a mascarar a real situação econômica dos requerentes.

Durante a operação foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. Os trabalhos contaram com a participação de 15 policiais federais e dois servidores do Ministério da Previdência Social.

Os estelionatários presos responderão pelos crimes de uso e falsificação de documentos, além de estelionato qualificado, podendo ser condenados à pena de seis anos e meio de prisão por cada golpe contra o INSS. Com a continuidade das investigações, serão instaurados inquéritos policiais   específicos para as pessoas que se beneficiaram do esquema, podendo os mesmos serem condenados a uma pena de seis ano e meio de prisão.

Histórico- Em 2008, integrantes do mesmo grupo criminoso foram alvos da “Operação Fraude S/A”, também em razão da mesma prática de ilícitos contra a Previdência Social.

Constatou-se, durante investigações iniciadas em 2012, que integrantes da quadrilha, mesmo após terem sido presos e  condenados pelos crimes investigados na “Operação Fraude S/A”, continuavam a prática criminosa, sendo responsáveis pela obtenção ilegal de diversos benefícios assistenciais.

Para cada benefício obtido, a quadrilha cobrava, além de um valor em torno de R$ 200,00 adiantados, os montantes relacionados às duas primeiras mensalidades do benefício.

Segundo apontam as investigações realizadas, os prejuízos causados pela quadrilha aos cofres públicos chegaram a R$1.263.278,93, sendo que a suspensão dos benefícios ilegais já descobertos gerará uma economia de cerca de R$ 2,1 milhões para a Previdência Social. (Com informações da ACS/ Polícia Federal)

 

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Ligia Borges

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Ascom/MPS