ESPECIAL 92 ANOS: Proteção previdenciária cresce e é a melhor desde 1992

Publicado: 21/01/2015 10:41
Última modificação: 21/01/2015 10:41

Em 2013, de cada 10 trabalhadores sete estavam protegidos

Da Redação (Brasília) – O número de pessoas com idades entre 16 e 59 anos, que estavam protegidas pela Previdência Social, foi de 64 milhões, em 2013. Elas faziam parte de um universo de 88,2 milhões de pessoas que se declararam ocupadas. Isso representa uma cobertura de 72,5%. Significa que de cada 10 trabalhadores, sete estavam socialmente protegidos. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2013.

Segundo um estudo do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, a maior categoria com pessoas protegidas é a de contribuintes do Regime Geral de Previdência Social (RGPS): 56,8% dos ocupados com idades entre 16 e 59 anos. Se considerado o gênero, em 2013, a proteção social ficou bastante próxima entre homens e mulheres: 72,7% entre eles e 72,3% entre elas.

Ainda de acordo com a PNAD, 24,2 milhões de trabalhadores estavam sem cobertura previdenciária em 2013. Desses, 13,3 milhões tinham capacidade contributiva, com renda igual ou superior a um salário mínimo e, portanto, poderiam contribuir para a Previdência Social. Já o número de pessoas com rendimento inferior a um salário mínimo foi de 10 milhões, segundo a pesquisa.

Idosos

Os dados da PNAD mostram que uma enorme maioria dos idosos conta com a proteção social da Previdência. A cobertura previdenciária das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos foi estimada em 81,9% – cerca de 21,5 milhões de pessoas em 2013 (10 milhões de homens e 11,5 milhões de mulheres). A proteção social entre os homens foi maior, chegando a 86,1%, enquanto que entre as mulheres foi de 78,5%.

Essa melhora na taxa de cobertura entre os idosos, segundo análise do departamento do RGPS, é resultado, principalmente, do aumento da proteção de mulheres idosas, já que a série referente aos homens permanece, praticamente, estável desde 1993. A fatia de mulheres protegidas passou de 66,4%, em 1992, para 78,5%, em 2013.

Mudança

Depois de um longo período de quedas consecutivas na taxa de proteção social dos trabalhadores ocupados com idade entre 16 e 59 anos, os dados da PNAD revelam uma mudança de comportamento dos brasileiros. Segundo o estudo, no período de 1992 a 2002, o percentual de protegidos diminuiu. Passou de 66,4% para 61,7%. No entanto, entre 2002 e 2013, os números mostram a reversão dessa tendência, com uma melhora expressiva no nível de cobertura, que passou de 61,7% para 72,5% – o melhor resultado registrado para esse indicador.

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Para acessar o estudo completo clique aqui.

 

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Renata Brumano

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Ascom/MPS