ESPECIAL 92 ANOS: Previdência Social retira 25,2 milhões de pessoas da pobreza

Publicado: 22/01/2015 11:59
Última modificação: 03/09/2015 11:17

Impacto dos pagamentos é maior para população idosa

Da Redação (Brasília) – Em 2013, o pagamento de benefícios pela Previdência Social retirou da condição de pobreza 25,2 milhões de pessoas – uma redução de 13,2% na taxa de pobreza do Brasil. Em 13 estados, esse percentual é ainda maior. No Piauí, por exemplo, a redução da pobreza chegou a 18,4%, graças às transferências previdenciárias. Na Bahia, o índice ficou em 14,8%. Os dados são de estudo do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2013.  São consideradas pobres pessoas com rendimento domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo.

Quantidade de pessoas com renda familiar per capita inferior a 1/2 do salário mínimo

A série histórica desse indicador (com início em 1992) mostra que o impacto dos repasses da Previdência na redução da pobreza tem sido crescente. Segundo o estudo, em 1992, o percentual de pobres em relação à população de referência era de 67% sem as transferências previdenciárias e de 60,8% com os repasses da Previdência. Em 2013, esses percentuais passaram, respectivamente, para 39,6% e 26,3%, respectivamente. Segundo a análise do departamento do RGPS, a distância entre essas duas linhas é que evidencia o impacto da Previdência sobre a pobreza nesse período.

Percentual de pessoas com menos de 1/2 salário mínimo de renda domiciliar

Ainda de acordo com o estudo, os efeitos das transferências previdenciárias sobre a pobreza concentram-se na população idosa – foco da Previdência Social – sobretudo, as pessoas com mais de 55 anos. A partir dessa idade, a diferença entre o percentual de pobres com e sem as transferências previdenciárias fica ainda mais evidente. Segundo o departamento, portanto, a pobreza diminui com o aumento da idade – para a população com 70 anos ou mais, por exemplo, o percentual de pessoas pobres é menor que 10%.

Para ter acesso ao estudo completo acesse aqui.

 

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Renata Brumano

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Ascom/MPS