DF: Reabilitação Profissional descentraliza atendimento no DF

Publicado: 22/01/2014 17:59
Última modificação: 22/01/2014 18:20

Serviço será oferecido por cinco unidades

 

De Brasília (DF) – A Gerência-Executiva do Instituto Nacional do Seguro Social no Distrito Federal (INSS/DF) dá mais um passo para melhorar o atendimento à população. Agora em janeiro, o Serviço de Reabilitação Profissional começou a funcionar na Agência da Previdência Social (APS) de Unaí (MG) e na APS Gama (DF). Já no mês de fevereiro a Reabilitação Profissional passa a funcionar também na APS Sobradinho (DF).

Até o mês de dezembro de 2013 a Reabilitação era oferecida na APS Brasília-Asa Sul e na APS Taguatinga (DF). Segundo a Representante Técnica da Reabilitação Profissional na Gerência-Executiva do Distrito Federal (Gex DF), Cleany Neves, os profissionais para Unaí e Sobradinho são provenientes de concurso público e, para suprir o Gama, houve remoção interna.

Descentralização – Descentralizar os serviços de Reabilitação Profissional é uma das preocupações da Superintendência Regional Norte/Centro-Oeste (SR-V). Segundo a representante técnica da Reabilitação Profissional na SR-V, Lidia Higa, este é um caminho para que a Instituição possa aumentar o percentual de trabalhadores reabilitados para a vida laboral.

Higa comenta que a Regional V atende quase 60% do território nacional (Norte e Centro-Oeste). “Por isso, estamos fazendo um esforço para descentralizar o máximo possível com os recursos disponíveis”. No ano de 2012 a SR-V elegeu 3008 pessoas para a Reabilitação Profissional, das quais 1.778 foram efetivamente reabilitadas, ou seja, um percentual de 59%. A representante técnica chama a atenção para o fato de que, apesar de o percentual da Região V ter ficado acima do percentual Brasil, de 55%, o esforço é para que ele aumente. Os números de 2013 ainda não foram consolidados.

Desfazendo mitos – “A concessão de recursos materiais para segurados em programas de reabilitação profissional é baseada em critéritos estritamente técnicos, e não nas aspirações dos segurados. Muitos segurados acham, equivocadamente, que o Programa de Reabilitação Profissional é um caminho para montar o tão sonhado pequeno negócio, e essa visão precisa ser esclarecida”, comenta a representante técnica.

Para entrar no Programa de Reabilitação Profissional, o segurado que teve a capacidade laboral reduzida, por doença ou acidente, precisa ser considerado elegível para a reinserção no mercado de trabalho. Isso quer dizer que eles devem ser considerados em condições de receber treinamento e/ou insumos para exercer uma atividade compatível com a sua nova realidade.

“Apos avaliação multidisciplinar, o segurado pode receber implementos profissionais, que vão desde os materiais para fazer cursos (material diadático, equipamentos de proteção etc) até instrumentos de trabalho, como, por exemplo, materiais para montar um salão de beleza”, diz Higa.

Mas os insumos para montar um negócio desse tipo não são concedidos aleatoriamente. São realizados estudos sobre a economia local, aptidões do segurado, potencial residual laborativo e experiências anteriores. O segurado também é informado sobre os encargos que ele terá que assumir em um negócio próprio, entre outros procedimentos. (José Eduardo Formosinho)