RÁDIO PREVIDÊNCIA: Setor urbano tem déficit de R$ 5 bilhões

Publicado: 01/11/2012 15:13
Última modificação: 03/09/2015 14:43

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LOC/REPÓRTER: O Ministério da Previdência Social apresentou, nesta quarta-feira, o resultado do Regime Geral de Previdência Social de setembro. O setor urbano registrou necessidade de financiamento de R$ 5 bilhões – resultado de R$ 21,1 bilhões de arrecadação e R$ 26,1 bilhões de despesa. O saldo negativo é consequência da queda de 4,8% na arrecadação e do aumento de 27,3% na despesa, em relação a agosto deste ano.

LOC/REPÓRTER: O secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, explica que a arrecadação foi menor por causa do impacto do primeiro mês da Medida Provisória que alterou a alíquota das contribuições previdenciárias sobre a folha de salários devida pelas empresas. Essa desoneração da folha de pagamento de vários setores da economia deverá ser compensada pelo Tesouro Nacional.

TEC/SONORA: Leonardo Rolim, secretário de Políticas de Previdência Social.
“Neste mês de setembro, nós tivemos um resultado um pouco pior do que o mesmo mês de 2011 em função de ainda não estar contabilizada a compensação à Previdência pela desoneração da folha. Porém isso é uma previsão legal. Depende apenas de aprovação de um projeto de lei que cria um crédito adicional no congresso. Quando esse projeto for aprovado vai ser compensado retroativo ao início do ano e a nossa expectativa de resultado para o ano continua de um resultado um pouco melhor do que o do ano passado”.

LOC/REPÓRTER: Já o aumento na despesa urbana pode ser explicado pela antecipação de metade do 13º salário. O incremento nos gastos foi de R$ 7,7 bilhões. Em setembro, a Previdência Social pagou mais de 29 milhões de benefícios. Houve elevação de 3,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado. As aposentadorias somaram 16,7 milhões de benefícios.

LOC/REPÓRTER: O valor médio dos benefícios pagos pela Previdência foi de R$ 898,97. Mais de 67% dos benefícios possuíam o valor de um salário mínimo, o que representa 20 milhões de pessoas.

De Brasília, Renata Brumano.