Secretaria de Assistência Social terá instrumento para medir condições de vida da população

Publicado: 05/12/2000 18:28
Última modificação: 30/10/2014 16:58

Objetivo é identificar o público alvo para os programas de assistência social

Da Redação (Brasília) – A partir do ano que vem, a Secretaria de Estado de Assistência Social-SEAS terá um novo instrumento para medir as condições socioeconômicas da população e identificar com maior critério o público alvo das ações de assistência social.

O instrumento, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), já está sendo testado em 19 favelas do Rio de Janeiro.

Apesar da Política Nacional de Assistência Social definir com clareza quem são seus destinatários, e de existirem critérios para elegê-los com base na renda familiar, os dados são obtidos em diferentes fontes e com utilização de metodologias distintas.

O País investe, atualmente, 21% de seu PIB em programas sociais. Mas, de acordo com estudos feitos pelo Ipea, esses recursos não chegam aos mais pobres.

“Temos que adotar mecanismos que garantam o acesso dos mais necessitados aos programas e serviços nas diversas esferas de governo”, afirmou a secretária de Estado de Assistência Social, Wanda Engel Aduan.

O instrumento desenvolvido pelo Ipea para medir a pobreza está sendo aplicado por 13 estudantes de psicologia da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, coordenados pela psicóloga Ana Lúcia Pacheco.

Através de pesquisa, os estudantes verificam itens como as condições de limpeza da moradia e de higiene pessoal do entrevistado. Os moradores respondem a perguntas como quanto tempo levam de casa até o ponto de ônibus ou o local onde despejam o lixo.

A partir daí, o Ipea vai montar um sistema de classificação da população pobre.

Já ao governo caberá a montagem de um cadastro em cada município, onde as pessoas registradas terão um número para que os gestores possam identificá-las e direcionar, assim, os programas sociais.

Projeto Alvorada

O Projeto Alvorada, plano do governo federal para reduzir a pobreza e as desigualdades regionais no País, será o primeiro a utilizar o novo instrumento.

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